É simplesmente assustadora a velocidade com que os meses têm passado. 24 anos… 24 anos senhores! Ainda me lembro dos tempos de secundário, que parecem apenas de há um mês atrás. Era tudo tão simples na altura: estudar para aqueles testes que, comparado com os exames de faculdade, têm um grau de dificuldade perto de zero; convencer os pais para sair à noite de vez em quando (e já era uma festa); aquelas intriguinhas de miúdas e os namoricos de liceu. 
E depois veio a faculdade, os estágios, o trabalho, a responsabilidade. De repente já não era mais uma menina e passei a ser mulherzinha, a perceber que na vida há muito mais do que escolher o vestido para a festa do fim-de-semana. E que há muito mais do que festas ao fim-de-semana. Que a família (falando da minha, pelo menos) é o bem mais precioso que se tem na vida. E que os amigos são, de facto, um pilar essencial para o nosso crescimento, e que os verdadeiros estão sempre lá para nós, no melhor e no pior. E que se não fizermos pelo nosso futuro e dermos o nosso melhor no dia-a-dia, ninguém o irá fazer por nós. 
Que as mais simples escolhas que fazemos na vida têm consequências que nem sempre estamos à espera. Mas que o tão importante que as escolhas que fazemos é o que fazemos com as consequências que daí advêm. Que as pessoas vão e vêem e que aparecem e desaparecem no momento certo, para que aprendamos sempre algo com a sua presença e ausência. 
Que o futuro chega rápido demais e, quando damos por isso, o amanhã já é hoje e devemos fazer os possíveis para sermos o melhor que podemos ser porque existe algo poderoso, a que muitos chamam karma, que se encarrega de fazer a vida dar voltas. 
E, olhando para trás, para estes 24 anos, sinto-me uma pessoa realmente realizada. Acho que já vivi tudo aquilo que uma miúda de 24 anos devia ter vivido em tão pouco tempo de vida, conciliando momentos de estudo (e agora trabalho) com momentos de lazer.
Nem sempre o soube fazer da melhor forma, mas todos os passos são aprendizagens. E soube rir até não ter mais ar nos pulmões, soube chorar até ficar dormente, soube sair até de manhã, soube dançar até perder as forças, soube fazer novos amigos, soube conservar os antigos, soube viajar, soube estudar, soube apaixonar-me, soube reconstruir o meu coração partido, soube amar, soube perder, soube lutar, soube desistir. 
Embora com altos e baixos, como toda a gente, foram 24 anos muito felizes e com pessoas incríveis do meu lado. Não trocava as minhas desilusões e mágoas por nada, porque foram elas que me ensinaram a dar valor às coisas boas e às pessoas que realmente importavam na minha vida. 
24 anos. Que venham muitos mais! 
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