Uma Ode à amizade

Depois daquele anúncio maravilhoso que a Super Bock fez sobre a amizade, foi impossível para mim não fazer uma introspecção e pensar nos meus amigos. Para além da família (onde se poderá, ou não, incluir o companheiro/a), os amigos são a mais pura forma de amor, porque somos nós que os escolhemos.

É no mínimo curiosa esta condição humana de, no meio de milhões de indivíduos, encontrarmos, de vez em quando, uma ou outra alminha que nos cativa, que nos conquista e da qual já não queremos abdicar. Cada amigo tem aquela característica que o distingue de todos os outros, e que o torna especial. Tenho uma amiga para sair à noite, outra para pedir ajuda sobre o sexo masculino, outra que tem o dom de me fazer rir quando mais preciso, outro cuja maturidade me ajuda a compreender algumas coisas da vida, outra cuja tranquilidade e boa onda me acalma seja em que momento stressante estiver, e por aí fora.

Mas, depois, há os tudo-em-um, os supra-sumos da amizade, que reúnem todas as características dos outros amigos num só corpo. Onde a química (sim, na amizade há química também), a empatia e a sincronização de mentes são a 100%. Onde um olhar basta para transmitir o estado da alma. Onde um abraço pode curar uma ferida. Onde a simples presença torna tudo mais divertido. Onde os pequenos momentos se tornam inesquecíveis e onde, mais do que um amigo, temos um refúgio nos bons e maus momentos. Onde sabem que, de vez em quando, precisamos de levar um abanão e não têm medo de ralhar connosco quando todos os outros nos dão palmadinhas nas costas. São poucos, mas existem, e é preciso saber dar-lhes valor, e retribuir-lhes genuinamente na mesma moeda.

E, portanto, posso não ter muita coisa na minha vida, mas de uma coisa tenho certeza: tenho, de facto, os melhores amigos que podia ter, e não os trocava por nada.