Brooklyn

Ontem estive no Oeiras Parque a assistir à antestreia do filme “Brooklyn”. Não levava as expectativas elevadas, mas estava mesmo a precisar de me distrair da semana intensa de trabalho e problemas que tenho tido. E, claro, nada melhor do que um filme para nos alhearmos da realidade.

“Brooklyn” conta a história de Ellis, uma miúda mais ou menos da minha idade, que vive numa terra Irlandesa conservadora, há muitos anos atrás. Nessa sua terra, Ellis trabalhava numa loja de uma senhora insuportável, num trabalho que ela própria não gostava, e pouco fazia sentido por ela. Graças ao apoio incondicional da irmã, Ellis decide fazer o seu próprio destino e tentar a sua sorte em Brooklyn, nos Estados Unidos. Aí, um padre amigo da sua irmã arranjou-lhe uma casa onde ficar (com umas colegas de casa e uma senhoria bastante peculiares). E é, então, que começa a grande aventura, que arrancou a custo após algum tempo a sentir-se sozinha e com saudades da família.

Tudo melhora quando Ellis conhece um italiano encantador, com um sorriso charmoso e cheio de pinta, com quem vive a sua primeira história de amor. A sério, ele é perfeito – tirando o facto de parecer pequenino comprado com ela, uma alta mulher irlandesa. Mas nós nem reparamos nisso, tal é o sorriso do rapaz. Nesta sua fase feliz, acabamos por nos rir bastante com a família italiana do namorado, ou com as colegas de casa meio destravadas do sistema. Mas já se sabe que, quando tudo está bem, é de desconfiar.

A sua irmã Rose, a pessoa que ela mais ama e admira no mundo, morre inesperadamente e Ellis sente-se na obrigação de ir apoiar a sua mãe, que está desolada – algo que se compreende porque, depois de lhe falecer o marido, a sua filha mais nova ruma para os Estados Unidos e, agora, a sua única companhia morre também. Mas, antes de voltar à Irlanda para visitar a mãe, Ellis casa-se com o italiano, que é doido por ela.

Sem contar muito mais sobre a história, acontece que tudo e todos na Irlanda conspiram a favor de que Ellies fique na Irlanda (porque, a matreira da Ellis, decidiu esconder que era casada). É então que conhece um outro rapazinho, um irlandês, com quem todas as pessoas da sua terrinha querem que ela fique. A questão é: regressar ao ponto de partida e ficar na cidade que a viu crescer, ao lado da sua mãe, e ficar com um novo amor? Ou embarcar de novo para os Estados Unidos, onde o seu marido a aguarda pacientemente, e onde ela se descobriu como mulher?

Eu podia contar-vos a história, mas é mais giro se forem ver ao cinema. Se é um meeeeeega filme? Não, não é. Não saí da sala impressionada mas, enquanto lá estive, gostei do que vi, e gostei da personagem da Ellis (e do italiano, vá…). Deixou-me a pensar um pouco em mim – até que ponto nos deixamos ficar naquilo que é seguro, ao invés de rumar ao desconhecido e fazermos a nossa própria história. Deixo-vos o trailer, para saberem mais um pouco sobre o filme: