Curso Olhares Setúbal

Este fim-de-semana tive um curso de introdução à fotografia, organizado pela Academia Olhares, com o Fotógrafo-Professor-Formador Paulo Petronilho. Decidi tirar este curso porque tenho uma máquina DSRL mas sinto que não consigo tirar o proveito dela que gostaria. Isto é-me útil a nível profissional, porque tirei o curso de Comunicação Social na vertente de Jornalismo e tenho mais-ou-menos exercido na área enquanto editora (e também vou escrevendo semanalmente algumas coisas) mas a fotografia poderia enriquecer as minhas competências e, de futuro, para um trabalho jornalístico, apresentaria competências não só de escrita, como também de fotografia. Ora bem, se tivessem custos reduzidos e tivessem de contratar alguém, se calhar preferiam alguém que conseguisse safar-se nas duas, certo? Eu pelo menos penso assim. E, para além disso, escolhi este formador pelo facto de ter trabalhado como fotógrafo em revistas de moda (como a Activa) e poder ajudar-me nesta área da moda e beleza que é, como se vê pelo blog, a minha área de eleição.

Por outro lado, existe aqui este blogzinho que eu adoro e que, mesmo sendo um projecto amador e servir sobretudo para me dar realização pessoal, gosto de evolução e gosto de sentir que, mesmo “em brincadeira”, estou a fazer um trabalho competente. É um projecto criado por mim mas que quero partilhar convosco e, por isso, quero que ele esteja sempre o mais bonito possível. E isso passa, obviamente, por fotografias bonitas. Coisa que, reconheço, estão longe ainda de estar como eu quero mas trabalharei para lá chegar.

Foi assim, portanto, que procurei cursos de introdução à fotografia. E escolhi a introdução porque, apesar de já ter a máquina DSRL há alguns anos (primeiro uma Nikon e agora uma Canon), usei-a durante muito tempo no automático (carinhosamente apelidado de “modo para totós”). Pois… As fotografias até ficam engraçadinhas, mas raramente ficavam com o efeito que lhes queria dar, e nem o Photoshop resolvia (acrescento que os meus conhecimentos de Photoshop são básicos e, por isso, não consigo fazer milagres). E como nunca terei resultados “profissionais” sem o conhecimento dos básicos, assumi as minhas limitações e comecei do zero. E ainda bem que o fiz.

Escolhi a Academia Olhares por vários motivos: a) por ser uma instituição acarinhada e conceituada na área da fotografia em Portugal; b) porque davam cursos durante o fim-de-semana de forma “intensiva”; c) porque davam os cursos em vários pontos do país incluindo Setúbal; d) tinham uma excelente relação qualidade-preço e e) porque tinham o fotógrafo Paulo Petronilho a dar este curso e eu, como disse acima, querer algumas dicas que me pudessem ajudar mais num campo de fotografia que ele estaria mais apto para me conseguir ajudar.

140€ foi o que paguei pelo curso intensivo de dois dias (sábado e domingo), entre as 10h30 e as 13h00 e as 14h00 e as 19h00. Não achei caro, sobretudo agora que ele terminou, pela quantidade de informação que nos foi transmitida. De repente, o meu cérebro fez “clique” e parece que uma catrefada de coisas começaram a fazer sentido e os 300 botões que aparecem na máquina já têm um significado. Por um lado senti que todas as fotografias que vêm aqui no blog foram tiradas em totoloto, por pura sorte, porque não seguia quase nenhuma das regras que conheci nestes dias. Por outro lado, é gratificante hoje em dia sentir que paguei por um serviço que acabou por superar as minhas expectativas e me ensinar tanto.

Houve muita coisa que ajudou a que o curso corresse bem. A localização central em Setúbal (a 7 minutos da minha casa), o ambiente (éramos apenas 8 alunos, dos 25 aos 65, e todos descontraídos e conscientes que estávamos ali para aprender o máximo e tirar o maior partido daqueles ensinamentos) e o professor, que foi absolutamente incansável e que explicava as coisas de uma maneira tão simples e com exemplos tão práticos que nos deixava a todos presos à informação e cheios de vontade de experimentar.

O primeiro dia foi puramente teórico, com a apresentação dos conceitos fundamentais como ISO, abertura e velocidade, pannings, congelamentos, arrastamentos, profundidade de campo, balanço de brancos, etc etc. O segundo dia começou com a prática: durante duas horas andámos pela cidade, cada um onde queria, a fotografar com o objectivo de capturarmos cinco tipos de exercícios diferentes. Depois, comparámos as fotografias e chegámos à conclusão que todos tínhamos conseguido cumprir os objectivos nos exercícios e ainda houve tempo para mais teoria, que incluiu os acessórios fotográficos (pára-sol, tripé, cartões, filtros, punhos, etc).

Resumindo e baralhando? Adorei e não me arrependo em nada do que paguei pelo curso. Aliás, gostei tanto que me vou informar dos próximos cursos e ver se há algum para a edição de imagem em Photoshop ou Lightroom para dar mais um passo em frente. Espero que, de agora em diante, as fotografias que virem aqui no blog tenham uma qualidade superior e que consigam ir mais ao encontro daquilo que vos quero passar.

E, se forem como eu e não souberem tirar partido da vossa máquina, apostem num curso destes. A Academia Olhares dá formações em vários pontos do país e é realmente enriquecedor e muito elucidativo. Se tiverem oportunidade, escolham o formador Paulo Petronilho. Acredito que os outros professores sejam tão bons em termos de conhecimentos técnicos e práticos, mas no que diz respeito à comunicação, com este formador vão com certeza ficar a perceber tudo direitinho.

E, já agora, aqui ficam algumas das fotografias que tirei hoje, durante a parte prática da manhã.

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