Cuidado com as dietas da moda

Comecei a ver o documentário “Game Changers”, da Netflix, e dei por mim a reflectir na quantidade de informação sobre dietas que já ouvi. Vocês já sabem que eu ando na procura incessante de um melhor estilo de vida e de um corpo no qual me sinta mais confiante e saudável e, no meio desta guerra, leio sobre os assuntos e vou falando com algumas pessoas da área.

O documentário “Game Changers” é uma campanha publicitária a favor do veganismo. Por meio de vários estudos meio enviesados, tentam convencer o mundo de que temos de erradicar totalmente a carne e derivados do nosso plano alimentar e viver à base de plantas. Não tenho absolutamente nada contra vegans e eu própria reconheço a importância de consumirmos menos carne. No entanto, a conclusão a que cheguei é que temos de ter muito cuidado com as dietas da moda.

Uns dizem que toda a carne faz mal. Outros dizem que as alternativas à carne fazem mal e causam aumento exponencial de estrogénio. Outros incluem hidratos de carbono sem restrições enquanto que outros dizem que tudo o que seja pão, massa, arroz e afins são do pior para a saúde e para o peso. Outros dizem que, mesmo se formos vegan, a coisa só é boa para a saúde se forem alimentos biológicos, criados nas nossas hortinhas, porque os químicos que se aplicam nas frutas e as manipulações genéticas são cancerígenas.

Outros dizem que a fruta é um pecado devido ao açúcar da frutose. Antes dizia-se que os ovos causavam colesterol, mas agora já podemos comer os que quisermos por dia. Há quem só coma os mesmos alimentos que se comiam na época do paleolítico. Há outros que vivem de acordo com a dieta cetogénica.

A lista poderia continuar infinitamente, mas acho que entendem a ideia. Antes deixava-me contagiar por tudo o que ouvia. Experimentei mil e uma coisas e, quanto mais leio, mais tenho a certeza de que se dermos ouvido a tudo o que lemos, damos em maluquinhos e não comemos nada. E nem vamos falar dos suplementos, que vemos meio mundo a falar sobre eles e a convencer outro meio mundo a tomar. Eu própria, por exemplo, falo frequentemente sobre suplementos que tomo.

Para a minha “dieta” (ou plano alimentar, chamemos-lhe assim), decidi não dar ouvidos a ninguém e reger-me pelo bom senso ou, pelo menos, para aquilo que funciona comigo. Eu sei que adoro comer. Apesar de não ser miúda de comer doces, delicio-me com salgados e como acima daquilo que deveria para os meus objectivos. E sei que, para perder peso, o que funciona comigo a longo prazo é a reeducação alimentar, que passa pela contagem de calorias (NO MEU CASO).

Foi-me feita uma análise intensiva pelo Breaking My Limits, na qual definimos que 1300 calorias é a quantidade certa de calorias para ingerir diariamente, tendo por base o meu corpo, o meu metabolismo, o meu estilo de vida, os meus objectivos de peso e em quanto tempo os quero atingir. E sei, por experiência, que se levar a contagem de forma rigorosa, acabo por perder peso progressivamente, sem passar fome, sem retirar alimentos que goste do meu plano. Mas isso é o MEU caso. Sendo que não tenho carências nutritivas nem a necessidade de abdicar de determinados ingredientes por intolerância ou alergia alimentar.

Nesta coisa das dietas o mais importante é ter espírito crítico. Analisem. Investiguem. Pensem. Procurem um bom especialista na matéria. Façam análises. Não entrem em maluquices restritivas que sejam pouco saudáveis porque, para além de poderem causar sérios danos à vossa saúde, não são planos para a vida toda.