Comprei uma casa!

OMG! Aconteceu! Comprei uma casa!

Os últimos três meses foram um rodopio de emoções. Sim, que isto de comprar casa (ou querer) é um desafio desde o primeiro momento.

Tive muita sorte porque os meus pais tiveram a brilhante ideia de, desde o meu nascimento, criar uma conta com o dinheiro que todos os familiares me foram oferecendo (obrigada, queridos pais!). Esse dinheiro esteve a render no banco até agora, uma vez que, em 30 anos, nunca lhe tinha mexido. E, à parte, também fui juntando dinheiro todos os anos e pondo de lado numa “conta poupança” para alguma emergência ou projecto… e eis que ele chegou!

Há coisa de coisa de cinco anos que deixei Setúbal para ir para Algés. Sabia que, na minha área, iria sempre trabalhar em Lisboa e, nessa altura, os passes rondavam os 200€ por mês. Hoje em dia, são apenas 40€. Como, na mesma altura, o meu irmão entrou na faculdade em Lisboa, juntámos o útil ao agradável e fomos viver juntos. Alugámos uma pequena casa em Algés onde, nos últimos anos, fomos muito felizes.

Contudo, e como sabem, as rendas têm vindo a aumentar. E viver numa casa alugada tem sempre as suas desvantagens. No meu caso, vivia num terceiro andar sem elevador, num apartamento muito pequeno com apenas uma casa de banho onde faz imenso frio no Inverno e onde não se dorme com o calor no Verão. Foi uma casa que serviu muito bem à Bárbara dos seus 25 anos, mas não à dos 30.

Percebi que queria um cantinho só meu. Um espaço ao qual pudesse chamar realmente de “lar” e que não me pudesse ser tirado. Um sítio ao qual pudesse voltar sempre – eu e os meus. Não queria juntar-me a um namorado e, depois, ficar sem tecto se nos separássemos. Não queria ser dessas mulheres que ficam sem casa para si próprias e para os filhos, andando agarradas a relações só para terem um sítio para viver. Não. Quero ser dona do meu castelo.

E foi por isso que decidi apostar numa propriedade minha. Tive a sorte de ter uns pais que me apoiam em tudo e de ser minimamente ajuizada para fazer um bom pé de meia e, agora, consegui encontrar um espacinho meu.

Vou deixar Lisboa e regressar a Setúbal, onde cresci e me tornei gente. Voltar às minhas raízes e aos meus. E voltar à rotina de fazer viagens diárias entre Setúbal e Lisboa, de transportes públicos, mas chegar a casa e sentir-me mais feliz, mais completa, mais tranquila.

Tudo isto para vos dizer que, nos próximos tempos, podem contar com mais conteúdos sobre a casa que, embora já tenha vindo completamente remodelada, ainda vai sofrer umas alterações para deixar os quartos e a sala ainda maiores. E, pois claro, muito sobre decoração que, agora, será a minha prioridade.

Contem-me tudo: o que gostava de saber sobre a casa nova?