Madonna Rebel Heart Diana Krall Wallflower

São de géneros completamente distintos, mas ambas divas à sua maneira: Diana Krall e Madonna são as duas artistas cujos novos CDs andam a ser ouvidos em loop ultimamente cá em casa.

Madonna Rebel Heart Diana Krall WallflowerComecemos por Diana Krall e o seu “Wallflower”, o seu 12º álbum lançado em Fevereiro deste ano. Esta artista canadense foi banda sonora de muitas horas de estudo quando ainda andava no secundário e faculdade. A minha mãe é fã incontornável de música calma como jazz e música calma, por isso Diana Krall sempre foi uma constante, uma vez que me habituei a estudar com música deste género.

A voz de Diana Krall é forte e quente, e entra por nós adentro. E, em “Wallflower”, há uma maneira diferente de sentir algumas clássicos como “Sorry Seems To Be The Hardest Word” ou “I’m Not In Love'”, que o faz neste álbum à sua medida com, obviamente, a forte presença do piano ou não fosse também pianista. Neste seu novo CD temos também a presença de artistas como Michael Bublé e Bryan Adams, que eu tanto gosto, acabando por tornar este álbum se calhar mais pop que os anteriores. Conclusão: Diana Krall tem aquele seu registo que, quando se gosta, não dá para cansar. Aliás, por algum motivo “vendeu mais discos que qualquer artista feminina na sua área nos últimos 30 anos”, um recorde que não me surpreende em nada porque tem uma voz muito relaxante e um estilo de música que sabe bem em qualquer idade, em qualquer momento. Um CD que, como todos os outros, se ouvem do início ao fim sem se dar conta e que são uma banda sonora perfeita para um final de tarde relaxante.

Madonna Rebel Heart Diana Krall WallflowerE agora Madonna… Tenho de começar por dizer que não sou particular fã do trabalho de Madonna, salvo alguns esporádicos hits como “Frozen”, “Hung Up”, “Beautiful Stranger” e “American Pie”. E por isso fiquei um pouco curiosa para saber o que é que a Madonna, com os seus 56 anos, ainda teria para dar neste seu “Rebel Heart”, lançado em Março. 

Estava um pouco de pé atrás mas assim que coloquei o CD no computador, deixei-me ir pela onda… E gostei… MUITO! Não estava nada à espera dos ritmos e das letras, que me ficaram no ouvido na primeira vez que as ouvi, especialmente a “Unapologetic Bitch”. Acho que neste álbum se mistura o romantismo com o lado selvagem ao longo das 14 faixas que trazem uma Madonna cheia de vida. Pelo que tenho lido, este é o melhor álbum dela dos últimos anos, e consigo facilmente perceber o porquê. Ouvi o álbum completo umas 4 vezes em modo non stop e as músicas ficam na cabeça, os refrões são facilmente cantáveis e decoráveis e tenho a certeza que vai ser um sucesso (e mais será se ela continuar a cair em palco na estreia de novas músicas…).

Brincadeiras à parte, estão aqui dois CDs de estilos completamente distintos, de mulheres com posturas completamente diferentes. Por um lado temos Diana Krall e o seu jazz calmante e a sua postura calma e discreta, e por outro temos a irreverente Madonna e o seu pop electrizante. Qualquer um dos dois vai ser um sucesso, embora Madonna seja claramente mais comercial.

Ainda assim, fica já a sugestão para o Dia da Mãe, dependo do estilo musical preferido das vossas mães. A minha fica-se pela Diana Krall e já não larga o CD.