T W E N T Y E I G H T Bárbara Bação Living in Bs Shoes

Cheguei aos 28.

Dia 19 de Agosto de 1989, a minha mãe pôs-me ao mundo. Fui a primeira filha, a primeira neta e a primeira sobrinha de metade da família. Podem imaginar o quanto fui apaparicada e mimada desde que nasci e o que nunca me faltou em amor e carinho, também nunca me faltou em bens materiais.

A minha família, especialmente os meus pais, conseguiram dar-me uma educação muito equilibrada. Apesar de me encherem de mimos e algumas extravagâncias, conseguiram compensar ao ensinar-me valores, regras e disciplina. Acima de tudo, ensinaram-me a ter objectivos, a lutar por eles e a compreender que os estudos e o trabalho devem vir primeiro do que a brincadeira, mas que há tempo para tudo (só é preciso aprender a geri-lo).

Sobre estes 28 anos de existência, conheci muita gente, vivi muitas experiências e descobri muitos locais. Ri até chorar, e chorei até perder as forças. Dancei até ficar com os pés em ferida e passeei até ficar com demasiadas dores nas costas. Engordei, emagreci, apostei, perdi, amei, sofri.

Lembro-me, quando andava no secundário, de falar com as minhas amigas e de pensar que, aos 28 anos, já seria uma “cota”. Já estaria casada, com filhos, a viver numa vivenda (ou pelo menos num apartamento gigante) com um belo quintal. Agora que cheguei aos 28, e com os meus melhores amigos a terem mais alguns anos que eu, percebo o quanto estava errada. Vivo num T2 minúsculo alugado (mas que adoro), não tenho filhos (apenas uma pestinha como enteada que dá conta do recado) e não estou casada (coisa que provavelmente nunca vou ser). Contudo, apesar do que esperava, não me sinto nenhuma cota.

Sinto que ainda falta tanto para viver. Tantas viagens por fazer, tantas experiências por ter. O avançar da idade não me assusta, porque vou ganhando mais maturidade e consciência das coisas, o que me permite usufruir melhor dos momentos ou não deixar que eles me atinjam com a mesma proporção de antigamente.

Agora com 28 anos, não sinto que nada tenha mudado. Contudo, mudou tudo. Apesar de me sentir com o mesmo espírito de miúda, sempre com vontade de parvejar, agora há responsabilidades. Há contas para pagar. Um projecto para desenvolver e evoluir. Uma casa para tratar. Uma miúda para (ajudar) a cuidar e educar.

E, apesar de os 27 anos não terem sido propriamente os mais divertidos ou mais felizes da minha vida, deram-me outra estaleca para enfrentar os 28. Recebo-os de braços abertos, a eles e a todas as experiências que me vão trazer.

Acima de tudo, desejo que aos 28, aquele número redondinho, atinja parte dos objectivos que tenho para mim e para os meus projectos. Que me traga muitos momentos felizes, muitas oportunidades pessoais e profissionais e a força para agarrar todas essas oportunidades e elevá-las ao seu expoente máximo.

28, faz-me (mais) feliz.

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