Andar de transportes públicos

Cresci em Setúbal – uma cidade relativamente pequena onde morava mesmo no centro, perto de todos os locais onde me deslocava. Quando entrei na faculdade, em Lisboa, passei a deslocar-me diariamente de transportes. Andei de autocarro e de comboio, de metro

Descer escadas rolantes: Vamos lá a ver se nos entendemos. Toda a gente conhece as regras da estrada, mesmo que não tenha a carta. Os carros que não estão com pressa, mantêm-se à direita para que, quem quiser ultrapassar, o faça pela esquerda. O mesmo acontece nas escadas rolantes. Pelo amor de Deus, ponham-se à esquerda se não vão descer rápido! Há quem tenha pressa para chegar aos sítios, e é no mínimo irritante quando se põe na “faixa” errada. É que, nas escadas rolantes, não temos buzina para apitar, mas é cada vez mais tentador dar um empurrãozinho para ver se o pessoal se manca.

Validar o passe: Por favor, compreendam de uma vez que, para validar o passe, basta apenas colocar o passe em cima do sensor. Não é necessário andarem com o passe às voltas, porque não vai ajudar. Pelo contrário, muitas vezes atrasa até o processo de validação. Ok? Obrigada.

Música aos altos berros: Especialmente logo de manhãzinha, quando ainda vamos meio a dormir nos transportes, há sempre uma abécula que decide pôr a música aos altos berros. Normalmente até me costuma calhar a mim o azar de me sentar ao lado de alguém que tem a música tão alto nos phones que ninguém na carruagem tem sossego.

Tomar banho: Malta, vá lá… este é um básico de higiene que muita gente se esquece. Tomar banho e colocar desodorizante é fundamental para se andar nos transportes públicos, especialmente na hora de ponta no Verão, ao final do dia. Quantas vezes saí de lá quase a vomitar porque um indivíduo qualquer achou que o seu eau de cavale era uma boa fragrância? Não é, e andar no Verão em hora de ponta ao final do dia é um desafio terrível. Tanto, que prefiro muitas vezes fazer o percurso a pé, se for possível. A sério, tomem banho.

Deixar sair para ter espaço para entrar: Se as pessoas que estão dentro das carruagens não saírem, o pessoal não consegue entrar. Eu sei que temos todos pressa e temos todos medo que não haja espaço para nós, mas deixem primeiro a malta sair.

Ceder o lugar: Apesar de ser já obrigatório por lei, porque algumas pessoas não têm senso comum – ou nada na cabeça – devem sempre ceder o lugar em algumas situações. Mulheres grávidas, idosos que estejam de bengala, pessoas doentes (com muletas), pais com bebés de colo… Vá lá, fofinhos, sejam humanos.

E vocês? O que acrescentariam a esta lista?