Rock in Rio Lisboa 2016

Começou mais uma edição do Rock in Rio Lisboa e o Parque da Bela Vista, em Lisboa, tornou a ser o palco deste grande festival de música.

Mas aqui não há só música. Há batalhas de karaoke, aulas de dança, slide que atravessa o palco, uma roda gigante e muito mais, a quem se atrever ficar nas filas. Até a restauração me parece maior e com mais variedade. Uma coisa é certa, ali ninguém se aborrece.

Rock in Rio Lisboa 2016Mas hoje, em concreto, tenho de falar sobre os dois artistas do segundo dia que deram concertos fantásticos – Mika e Queen com Adam Lambert.

Rock in Rio Lisboa 2016Começou com Fergie, anterior vocalista dos Black Eyed Peas que, na minha opinião, tem uma voz fraquita. No entanto, ainda deu para dançar e cantar um pouco ao som dos hits mais conhecidos.

Rock in Rio Lisboa 2016No concerto de Mika, só assisti à metade final porque, até então, andava a passear. Bastaram-me cinco minutos para entrar no espírito e perceber que, em palco, tem uma grande energia. Esforçou-se por conhecer a língua e o país onde veio actuar, e isso levou a que nos envolvessemos mais no concerto. Mas foi quando ele começou a explicar que, na noite anterior, tinha bebido uns copos e, já bêbedo, cantou uma música escrita por ele aos 16 anos. Foi essa mesma música que, de forma inédita, Mika cantou no Rock in Rio, acompanhado de dois músicos de guitarra portuguesa para uma espécie de fado – sim, Mika conhece fado. O público foi ao rubro com a actuação e com o gesto do artista que terminou o concerto com… a Marisa às cavalitas. Sim, a nossa fadista! Grande Mika!

Mas o momento da noite que todos esperávamos era mesmo Queen com Adam Lambert. Sempre gostei de Queen (quem não gosta?!) e sei reconhecer que Freddy Mercury há só um. Não há mais nenhuma voz nem carisma como a dele. Mas, depois do que vi ontem, se há alguém capaz de o homenagear à altura, é sem dúvida Adam Lambert.

Rock in Rio Lisboa 2016Vi-o aparecer em 2009, no American Idol. O seu casting foi feito, precisamente, com uma música de Queen e já na altura o Simon realçou que ele era muito teatral. Hoje, sete anos volvidos, Adam Lambert é, muito provavelmente, dos artistas com uma voz mais polida e trabalhada. Não sei como ele o faz, mas tem a voz de tal maneira domada que faz das músicas o que quer. É soberbo!

As quase duas horas de concerto tiveram momentos de muita euforia, com músicas como Dont Stop Me Now, mas também teve momentos muito emocionantes. Com Love Of My Life soltei uma lagrimazinha e sei que não fui a única.

Foi mesmo um grande, grande concerto, onde revisitámos os maiores êxitos dos Queen (e não são todos?!) e saí de lá, embora cansada, ainda eufórica. Agora, venham de lá os próximos dias de Rock in Rio!