P.S: Ainda Te Amo

Nas últimas duas semanas andei a ler o livro “P.S. Ainda te Amo“, de Jenny Han. Este livro é a continuação do primeiro best seller da autora, “A Todos os Rapazes que Amei” que eu ainda não li. No entanto, a leitura não se tornou complicada pelo facto de não ter lido o primeiro uma vez que, ao longo de todo o livro, eram feitas pontes para o anterior e explicados alguns detalhes.

O “P.S. Ainda te Amo” é um romance direccionado para um público mais jovem. Afinal, a protagonista – Lara Jean – tem apenas 16 anos e vive uma confusão no que diz respeito ao primeiro amor.

No entanto, e apesar de a história se focar nela, consegue-se, ao longo do livro inteiro, falar de diversos tipos de relações. De Lara Jean com o seu novo namorado, quando acabam e quando recomeçam. Da relação do seu namorado com a ex-namorada. Da situação do pai, viúvo, que nunca deu oportunidade a nenhuma mulher de entrar na sua vida. De Stormy, a velhota no lar onde Lara Jean ajuda que fala dos seus mil romances. Da sua irmã Margot quando termina uma relação, quer reatar com ele mas leva com os pés. Enfim, todo um conjunto de situações que vão desde os nossos anos de adolescência até quando ficamos mais velhos e vivemos muito à base de recordações.

Sem desvendar muito sobre a história, acho que é o livro perfeito para adolescentes, embora eu ache que, em pleno século XXI, já não existam miúdos de 16 anos tão puros, mas tudo bem. No fundo, a Lara Jean é uma miúda doce, com uma visão muito romântica do que é o amor, conseguindo por vezes ter traços de maturidade que eu, com 16 anos (e mais velha também), não consegui ter. E, apesar de ser dirigido a um público mais jovem, eu própria dei por mim viciada na história (enfim, a minha veia romântica a vir ao de cima), mesmo sem ter lido o primeiro volume (que, agora, vou ter de ir ler!).

É giro reflectir sobre o facto de existirem pessoas certas na altura errada. De que nem tudo o que parece, é. E que, ás vezes, tomamos atitudes das quais nos arrependemos e que podem magoar muito outras pessoas. Mas, acima de tudo, que o que tem de ser, será.