O Diario Da Nossa Paixão

Tento ser fria, mas a verdade é que sou uma romântica incurável. Acho que ainda acredito que há amores para a vida, como via nos contos da Disney. Cresci a ver e a ouvir histórias de romances que, perante diversas adversidades, conseguiam elevar-se ainda mais alto no fim. Daqueles amores que começam com um olhar e que tiram a respiração, sabem?

Portanto, adoro filmes românticos. Confesso que, cada vez menos, uma vez que o meu coração ainda está em fase de recuperação e esse tipo de filmes faz-me ter recaídas, ter esperanças falsas e, acima de tudo, chorar compulsivamente. É, sou uma chorona. Uma vez que estamos a chegar à data mais romântica do ano, decidi partilhar convosco alguns dos meus filmes preferidos deste género. Afinal, o dia 14 de Fevereiro é domingo e, quem sabe, queiram pegar na vossa cara-metade e ver qualquer coisa enroscadinhos no sofá.

Love Actually: Este filme mexe comigo de várias maneiras. Possivelmente a maioria de vocês já viu, porque tem a portuguesa Lúcia Moniz e o brasileiro Rodrigo Santoro (*babando*). À parte disso, conta-nos várias histórias românticas em diferentes perspectivas que, no fundo, fazem parte da nossa vida. Desde um que está apaixonado pela mulher do melhor amigo, um marido que é seduzido pela secretária mais nova e sensual, um presidente que se apaixona pela sua acessora, um casal que não fala a mesma língua, um miúdo que supera todos os obstáculos pela miúda que o conquistou, e por aí fora. Vários cenários, vários desfechos.

Eternal sunshine of the spotless minds: Não é uma história romântica normal. Aliás, os dois personagens não são pessoas tipicamente normais. Mas o contexto sim. Quantos de nós já nos apaixonámos perdidamente por alguém? E quantos de nós dávamos tudo para poder, simplesmente, apagar essa pessoa da nossa memória e apagar todo o sofrimento que estamos a sentir? Simplesmente, passar uma borracha que eliminasse todas as recordações que envolvessem essa pessoa – boas e más. Como se ela não existisse e não soubéssemos mais que ela existia. É o que acontece a este casal que, depois de se apaixonar loucamente, entram numa espiral destrutiva até que decidem apagar a memória relativamente ao outro (num cenário em que existia esse serviço de apagar pessoas/memórias/amores). Seria o amor capaz de reverter esse processo?

Diário de Uma Paixão: Este é o meu lado mais lamechas a falar, especialmente porque este filme é a adaptação do livro do mesmo nome, do autor Nicholas Sparks. Este é, para muitos, um autor sem sumo e a verdade é que a sua narrativa é básica mas fácil de ler. Mas foi uma história que, de certa forma, mexeu muito comigo. E o filme ainda é dos meus preferidos especialmente pela química entre os dois actores (e, claro, porque tem o Ryan Gosling *a.k.a o homem da minha vida*). O facto de terem vencido a distância, classes sociais e, no fim, se terem reencontrado e ficado juntos, mesmo quando a doença os afasta. Chamem-me pirosa, mas sou assim… gosto mesmo do filme.

10 Coisas que Odeio Em Ti: Entre a comédia e o romance, este filme marcou a minha adolescência. Aposto que esboçaram um sorrisinho discreto e se lembraram logo do poema que ela recita em voz alta na aula “But mostly I have the fact that i dont hate you, not even close, not even a bit, not even at all” (ups, ainda sei isto de cor). Com o já falecido Heath Leadger, este é um romance colegial que começa com uma aposta e que, claro, eles acabam por se apaixonar. Ele é um bad boy, ela tem a mania que é bad girl mas derrete-se com ele, ficando despedaçada quando descobre da aposta.

Carol: Ainda é muito recente (estará no cinema ainda uns tempos) mas este filme é… brutal. É a história de Carol, que está a divorciar-se do seu marido, com quem tem uma filha. Mas Carol, com uma personalidade cheia de vida, e Therese, uma jovem mais tímida, criam uma ligação à primeira vista. Carol, mais experiente, “ataca” e Therese, sem se aperceber, aceita todas as investidas sem questionar. Estão a viver um romance intenso mas o futuro ex-marido de Carol recusa-se a desistir dela e obriga-a a desistir de Therese se quiser ficar com a filhaÉ claro que, como mãe, Carol se vê obrigada a afastar-se, mesmo quando a sua namorada a procura durante muito tempo, até acabar por desistir. Mas há pessoas que nos marcam, e a vida sabe o que faz. Não vos conto o final porque é mesmo uma masterpiece e acho que vale a pena verem o filme, que está a colocar as duas atrizes na corrida aos Óscares.

Partilhem comigo, quais são os vossos filmes românticos preferidos?