O meu Natal em criança VS o meu Natal hoje

Ai, como eu tenho saudades de ser criança. Até aos 7 anos, era a única criança na família e, na altura, vivíamos na altura “das vacas gordas”. Como podem imaginar, recebia sempre imenso presentes. Era uma mimada. Os meus pais riem-se à gargalhada a relembrar os meus Natais em pequenina, quando ficava rodeada de um monte de presentes tão grande, que mal me conseguiam ver.

E, como boa criança mimada, eu divertia-me era a abrir os presentes. Adorava aquela sensação de rasgar o papel de embrulho e tirar as fitas todas. Nem era pelos presentes, mas pela emoção de ter tanta coisa para abrir e descobrir. A seguir, a única preocupação era, e passo a citar-me: “Mãe, cabe tudo no carro?”. É, eu era mesmo mimada. Felizmente acho que, apesar de todos os mimos excessivos fruto de ter sido a primeira neta/sobrinha/prima na família, a minha família sempre me incutiu valores e ensinou a importância de estudar, trabalhar e lutar pelos meus sonhos.

O meu Natal em criança VS o meu Natal hojeMas era tão bom o Natal em criança, não era? A árvore parecia ainda maior, os presentes eram sempre tantos e tão grandes, era tudo tão emocionante. Lembro-me da ansiedade pela chegada da meia noite para, minutos depois, chegar à sala e o Pai Natal já lá ter deixado todos os presentes (abençoados paizinhos, que me souberam tão bem alimentar esta fantasia inocente tão bonita que eu espero, um dia, conseguir fazer da mesma forma aos meus filhos). Era tudo tão simples e sem preocupações, e todos pareciam sempre tão felizes.

Hoje em dia as coisas são muito diferentes. Infelizmente já perdi dois dos meus avós, do lado do meu pai, e isso deixa sempre esta época um pouco mais triste. Gostava de poder tê-los também ali à mesa connosco, mas a vida assim não o permitiu. Agora é tempo de aproveitar os que ainda cá estão e de celebrar a família e o amor que nos une.

Claro está que, entretanto, já sou a neta/sobrinha/prima mais velha da família e que, sem crianças pequenas, o espírito natalício já não é o mesmo. Ainda continuamos a celebrar o Natal em Espinho, a terra dos meus avós e da minha mãe e, por isso, todos os anos vou com o meu irmão passear pelas ruas do Porto e mesmo junto à praia, em Espinho. É, para mim, das melhores partes do Natal – poder passear com a minha família nesta terra que eu amo tanto e onde me sinto tão em casa.

Mas, claro, há muito mais. Adoro a mesa cheia e toda natalícia. Delicio-me com o arroz da minha avó (eu sei que não é natalício, mas é tão bom à mesma), com os After Eight e os Ferrero Rocher (os únicos chocolates que gosto) e com a tábua de queijos e pão que pomos sempre à sobremesa. Não admira que não goste nada de me pesar após dois dias lá em casa, até porque não há passeio nenhum no mundo que compense todas estas calorias. Mas adiante, porque vale sempre a pena a alegria de me sentar com os meus pais, irmão, avós, tia e prima à mesa e contar histórias do antigamente.

Hoje em dia já não se espera pelo pai Natal. Embora o meu avô faça um esforço tremendo para se manter acordado, aguentamos até à meia noite para abrir os presentes. Até lá vemos um dos filmes da Disney que alegra o serão e só depois nos reunimos perto da árvore para começar a distribuir os presentes.

Agora já não é só receber – é também dar. E, confesso-vos, gosto muito de dar presentes às pessoas de quem gosto. Mas é óbvio que também adoro receber. Já não me encontro perante uma pilha de brinquedos como antigamente. Agora são mais envolpes recheados de mensagens bonitas e patacão (que é como o meu avô chama ao dinheiro). E, honestamente, com 28 anos e uma casa para sustentar, é mesmo o que dá sempre jeito.

O meu Natal em criança VS o meu Natal hoje

PS: O que acham da mini Bárbarazinha?