Açores Roadtrip

Hoje a minha mãe faz anos.

Na verdade, não há muito mais a dizer além daquilo que já vos fui confiando nos últimos anos. A minha mãe é o nosso pilar. É um ser humano do mais incrível que já foi colocado neste mundo para servir de exemplo a todos os que a rodeiam e é impossível não se gostar da minha mãe.

A minha mãe transmite paz e amor a todos os que passam por ela. Nunca perde a vontade de querer aprender mais e de fazer mais pelos outros. Tornou-se professora porque tem nela incutida a missão de servir e ensinar. Quis o destino que não se tornasse médica, mas tenho a certeza que seria a melhor médica deste país. Ainda assim, cura todas as minhas doenças com o seu abraço apertado e o seu colo sem fim. Não há abraço como o dela, sabem?

Sei que todos nos sentimos assim em relação às nossas mães. Todos sentimos que temos a melhor mãe do mundo. E eu não tenho qualquer dúvida que fui muito abençoada. Eu e o meu irmão somos uns privilegiados por termos como influência um ser humano tão inspirador.

Este ano, a minha mãe não está em modo de celebração. Na verdade, nunca está. A minha mãe não é o tipo de pessoa que goste de estar no centro das atenções, mas este dia é dela. Dela e nosso, porque neste dia aproveitamos para a relembrar do quanto ela é especial e importante para nós. Porque ela esquece-se disso a toda a hora. Anda sempre tão dedicada a servir os outros que se esquece de se servir a ela própria. Que mulher! Sei que se existissem mais Marílias Bação neste mundo, ele seria um sítio tão melhor. Pelo menos a minha vida é tão melhor por a ter por cá. Por perto. Num sorriso. Num abraço. Numa brincadeira. Num beijo.