A Rapariga No Comboio

Andava há demasiado tempo a adiar a leitura deste livro, mas ainda bem que não esperei mais. Tantos se falou neste best seller que eu, como muitos de vocês, fiquei com a curiosidade muito aguçada. Trouxe-o comigo na semana passada e devorei-o! Não tenho tanto tempo quanto gostaria para ler: entre as 8 horas de trabalho, as horas para escrever e fotografar para o blog, treinar, cozinhar, tratar da casa e namorar 1 bocadinho, acabo por ficar apenas com o tempo dos transportes para ler, mas tenho aproveitado todos os bocadinhos e, a cada página, fiquei mais e mais viciada.

Mas cuidado, que o que escrevo à frente traz alguns spoilers (mas não, não revelo o final).

“A Rapariga No Comboio” é uma surpresa constante. Não estava à espera do desenlace da história e foram precisos poucos capítulos para perceber que algo de muito diferente se passava ali. Afinal, quem é a narradora do livro? perguntava eu a toda a hora. Qual destas identidades é a dela? Estará maluquinha? Sofre de múltipla personalidade? É realmente uma alcoólica sem noção da realidade? As perguntas mantêm-se até ao final, comigo a tentar responder a essa questão e à questão fundamental – quem é o responsável pelo assassinato. Afinal, quem é o bom e quem é o mau nesta história?

Senhores, há taaantas perguntas que se vão colocando. Aquilo que começava por ser uma mulher recém-licenciada, alcoólica, que, todos os dias, ia para o seu trabalho em Londres de comboio e se divertia a contemplar as vidas alheias pela janela, dá tantas voltas e reviravoltas que, às tantas, percebemos que não fazemos a mínima ideia do que é real ou não.

Paula Hawkins, a autora britânica e o génio por detrás desta obra, conseguiu com mestria manter-me presa ao enredo do início ao fim do livro. Mexeu com o meu psicológico, senti a aflição das personagens e inquietou-me muito o facto de estar sempre tudo incerto.

Não vos quero revelar muito mais sobre o livro, porque vale mesmo a pena lerem-no. Isto antes de sair o filme, claro, que tem a estreia agendada para 7 de Outubro deste ano (e com Emily Blunt no papel principal). Tinha de vir o filme, ou não tivesse “A Rapariga No Comboio” sido um dos mais rápidos casos de sucesso de vendas.

Posto isto, deixo-vos mais algumas sugestões de leitura para este Verão, na esperança que partilhem também alguns livros do género que valham a pena ler. Afinal, ler nunca é demais! *cliquem nos livros abaixo para saberem mais detalhes*