Toda a gente conhece as clássicas Polaroid, mais que não seja dos filmes. Olha-se através da objectiva, carrega-se no botão e, segundos depois, está a sair um pequeno papel da máquina com a imagem capturada. A Instax Mini 8 é isso tudo, só que da marca Fujifilm e está disponível em branco e preto mas, também, em três tons pastel: rosa, amarelo e azul.
É certo que tem especificidades diferentes mas é isso que vos vou mostrar agora, caso estejam a pensar comprar alguma para ficarem com lembranças divertidas de grandes momentos ou para oferecerem a alguém especial. Uma coisa é certa: uma imagem vale mais que mil palavras e, numa altura em que só vemos máquinas digitais e nos esquecemos do processo que era ter de ir relevar as fotografias, sabe mais que bem ter as fotografias em papel neste molde tão icónico e vintage (aliás, dizem que o vintage está na moda, right?)
Preparados para um mega post sobre a Instax Mini 8 com preços, dicas, design, características técnicas e muito mais? ‘Bora lá…
 
Antes de mais, queria só introduzir a ideia de que a Instax Mini 8 foi apresentada na Alemanha em finais de 2012, como mais um aperfeiçoamento da original Instax Mini, introduzida em 1998. Como vêem, este tipo de máquinas já têem muuuuitos anos e não são bem uma novidade, apesar de terem voltado à ribalta agora. Pessoalmente, não fazia ideia que a Fujifilm estava enquadrada nesta área há tantos anos, o que me deu um certo conforto por saber que não é uma experiência recente da marca.
Se comprarem a máquina, cada embalagem traz:
• A máquina (claro…)
• Uma tira da mesma cor para a máquina ficar bem presa ao pulso, caso escorregue;
• Duas pilhas AA alcalinas (é este tipo de pilhas que tem de ser sempre usado)
• Manuais de instruções

Os cartuchos
     A máquina não funciona sem os cartuchos, os quais podem, ou não, vir logo com a máquina mas que, normalmente, são comprados à parte. O que são os cartuchos? São o papel que inserimos dentro da máquina e que faz que, quando tiramos uma fotografia, a mesma saia imediatamente e a possamos guardar em formato de papel. 
   A fotografia, impressa no papel adequado, tem o formato de um cartão de crédito. Nesse sentido, não é tão grande como as Polaroid tradicionais mas, como o próprio nome indica, é “mini” e, para o efeito, chega bem.
     O mais chato é o preço dos cartuchos… Ao contrário das máquinas digitais onde basta ligarmos um cabo e temos as fotografias no pc e, só se as quisermos mesmo em papel é que as vamos revelar a uma loja, aqui é mesmo preciso o papel e as folhas não são propriamente baratas… Conjuntos de 20 folhas custam cerca de 25€ em lojas como Worten ou Fnac embora tudo se torne muito mais barato caso optem pelas versões “falsas” no Ebay, por exemplo, onde conseguem outros acessórios engraçados para tornar as fotografias e a experiência com a Instax Mini 8 ainda mais divertida.
     Ainda assim, e considerando que só vamos querer gastar o papel quando for necessário, é o preço que se paga para termos a experiência ali, na hora, nas nossas próprias mãos. 
   

O design

     No que toca ao design, adoro a câmara. Acho que é mesmo adorável e os tons pastel não podiam ficar melhor. Em termos de formato, é quase um quadrado grande que cabe na palma da minha mão e a parte de fora é plástica. Por um lado, parece um  brinquedo de crianças e parece bastante frágil. Aliás, confesso que quando a tirei da embalagem tive algum receio de a partir. 
     Considerando o tamanho da máquina, não é algo que leve propriamente comigo na mala de praia de férias, por ser relativamente grande (comparada com máquinas compactas normais) e é, também, um pouco pesada. Mas, se estamos a falar de um jantar de amigos, um piquenique ou qualquer evento do género é, para mim, um acessório must-have, já para não dizer que ninguém vai ficar indiferente à cor da máquina nem ao regresso das fotografias instantâneas. 

O preço
Sobre o preço, a Instax Mini 8 é ligeiramente mais barata do que a sua concorrente directa aqui pelos lados portugueses, a Polaroid Instant 300. A Instax Mini 8 custa 81€ na Fnac, enquanto que a Polaroid Instant 300 varia entre os 92.80€ e os 99.99€. Não é uma grande diferença de preço mas pode ajudar alguns indecisos. 

Definições de luminosidade:
Para além de possuir um flash, podemos seleccionar quais as condições de luminosidade onde estamos a tirar a fotografia
• Interior/Noite – F12.7 
• Nublado ou Sombra – F16
• Sol ligeiramente encoberto – F22
• Sol e claridade – F32
Não é um ajuste de brilho mas a Instax Mini 8 tem a opção Hi-Key, que permite tirar fotografias com uma impressão mais suave

Citando ipsis verbis a marca, aqui ficam as características técnicas da Instax Mini 8: 
• Película: Filme a cor Instantâneo Fujifilm “instax mini”
• Formato: 86 mm x 54 mm
• Objectiva: 2 componentes, 2 elementos, f=60mm, 1:12.7
• Visor: 0.37x com ponto alvo
• Focagem: 0.6 m – infinito
• Controlo de Exposição: sistema de alternância manual
• Flash: Flash constante (ajuste de luz automático)
Tempo de reciclagem: 0.2 seg a 6 seg (com baterias novas)
Gama de flash efectiva: 0.6 m – 2.7 m
• Alimentação: 2 baterias alcalinas LR6/AA de 1.5V
Capacidade: pack com 10 filmes
• Dimensão & Peso: 116 mm x 118.3 mm x 68.2 mm; 307 g (excluindo baterias,
alça e filme.
Outros pormenores:
• É completamente analógica. Ou seja, nada de cabos ou cartões USB. Acaba-se o cartucho, acabam-se as fotografias, e não existe hipótese de passar para o pc (a menos que digitalizem, of course…)
Não permite aplicar filtros e, por isso, a imagem fica bastante perto da realidade. Por um lado era giro que pudéssemos escolher filtros mas, uma vez que só vemos a fotografia quando ela já está impressa, a coisa podia dar para o torto porque estamos habituados a editar a imagem depois de a tirar e ver como ficou. 

 

E, para terminar, como pôr a máquina a funcionar:
Confesso que tive algumas dificuldades com o manual de instruções (sou mulher e para mim esse tipo de papéis são como mapas… não gosto muito) e, por isso, venho partilhar convosco a minha experiência inicial para ajudar com alguns detalhes que só vi depois online e em vídeos, porque não vinham explícitos no dito manual de instruções.

 

     Para começar é preciso colocar as pilhas dentro da máquina e, com as pilhas, ligar a máquina para ver se está tudo a funcionar. Para isso, carrega-se no botão discreto que está mesmo ao lado da objectiva: a máquina faz um barulho, acende uma luz vermelha e a objectiva sai para fora. Se isso acontecer, está on, está ok. Para desligar, é só empurrar a objectiva para dentro e é isso que devem fazer para, de seguida, colocarem os cartuchos.
     Vejam bem, no manual de instruções, qual o sentido em que devem colocar o cartucho porque existe um traço amarelo que deve ficar virado para vocês.
      Quando fecharem a tampa onde fica alojado o cartucho, podem reparar que existe uma pequena bola preta com um número (de 0? a 10) ou com a letra S. É aí onde se vai ver o número de fotografias já tiradas até ao momento, para terem uma noção de quantas vos faltam.
      O primeiro disparo desse cartucho vem “em branco”. Ou seja, o que vai sair da máquina vai ser a película que estava a proteger o papel. Portanto, esse primeiro disparo não conta e só as fotografias a seguir é que vão ser impressas.

      Quando carregarem no botão do disparo, a máquina faz uns barulhinhos e começa a sair, de cima, o dito papel. Não se assustem: vem em branco! Só passado uns segundos (uns minutos, até) é que a imagem começa a surgirNota: Não agitem!! Esta não é uma Polaroid e, como tal, a imagem vai surgir por si só.


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