livro #Girlboss

Há muito tempo que queria ler o livro #Girlboss, de Sophia Amouruso. Sou fã de histórias de mulheres que levantaram as mangas, enfrentaram os seus medos e trabalharam de tal forma que entraram na história. Podem não ter mudado o mundo, mas mudaram o seu mundo e o meu, porque me inspiram.

O livro #Girlboss conta a história de Sophia Amouruso. Até criar a Nasty Gal, que se tornou um fenómeno mundial na venda de roupa vintage, Sophia teve um percurso controverso. Deixou a escola cedo porque sentiu que não era para ela. Roubava algumas coisas em lojas para pagar as suas despesas, até ser apanhada. Vestia-se como gostava e ia contra as tendências de moda. Repelia tudo aquilo que era mainstream e só se dedicou a um trabalho quando precisou de arranjar um seguro para pagar uma operação.

O que me encanta na história de Sophia é a “chapada de luva branca”. Fui criada com a percepção de que só quem tem cursos superiores é que tem sucesso na vida. E já nem estou a falar apenas da licenciatura. Um mestrado passou a ser visto quase como que um requisito mínimo para se conseguir o emprego de sonho. Mas, afinal, há uma tipa com um aspecto radical, que se baldou à escola, que fez pequenos roubos e que se tornou milionária com um negócio criado de raiz por si mesma dentro da sua própria casa.

Claro que não sou apologista de deixarmos a escola. Claro que sei que há, também, um elemento “sorte”. Mas também há um elemento “paixão”, “dedicação” e “trabalho árduo” que não se ensina em nenhum liceu ou universidade. A Sophia era apaixonada por moda vintage e, por isso, compreendia as suas clientes. Por pensar como cliente e para o cliente, conseguiu tornar-se um fenómeno de vendas.

Temos de deixar de ter preconceito para com pessoas que não concluíram os seus estudos. Percebi isso quando conheci o meu namorado. Embora não tenha concluído a escola, embora não tenha qualquer tipo de curso superior, é a pessoa mais empreendedora e com a maior visão de negócio que conheço (e também a mais trabalhadora e com maior espírito de sacrifício). E isso, minha gente, não há curso que pague.

Dizia-vos eu que não é só o percurso da Sophia Amouruso que me fez comprar o livro e lê-lo até ao fim. Já conhecia minimamente a sua vida após ter visto a série #Girlboss na Netflix. O que me fez adquirir este livro foram os conselhos e sugestões às futuras #Girlbosses. Isso sim, era o que estava a precisar de ler, e foi o que encontrei.

Não é um livro sobre como ficar rica, como criar uma empresa multimilionária. É um livro com dicas para quem quer ser uma mulher empreendedora e independente, com base nos exemplos da sua vida. Um dos capítulos que mais me marcou foi o da gestão do dinheiro. Apesar de receber milhares de dólares por dia (por hora, até), nunca gastou mais do que devia. Soube sempre poupar. Para ela, o dinheiro fica melhor na nossa conta bancária do que aos nossos pés. Por isso, em vez de estoirar ordenados em sapatos caros, punha-os no banco. E a mesma coisa com a empresa: os gastos eram os necessários, e não os supérfluos.

Infelizmente conheço demasiada gente que não sabe gerir as suas finanças. Recebe 600 euros a dia 23 do mês e, no dia 30, já gastou 500 e ainda nem pagou as suas contas. A proposta da autora do livro é que uma Girlboss que se preze consiga pôr de lado 10% do seu ordenado (enquanto que os americanos, por média, apenas conseguem poupar 6,5%). É um desafio que vou querer implementar