Azar ou mau olhado

Os últimos dias não têm sido fáceis. Depois de uma alegria enorme que se apoderou de mim por me terem sido dados uns dias de férias para poder goza-los com uma pessoa, até então, muito especial para mim, deu-se um percurso descendente neste final de 25 anos, até precisamente à véspera dos meus 26.

Tudo começou com o roubo do meu telemóvel que me deixou num estado de nervos que só conseguia chorar e dizer asneiras. E se me bloqueiam todas as contas? E se partilham todas as minhas informações? E se descobrem onde eu moro e me fazem mal? E se… Enfim, todo um drama que originou, por sua vez, noites sem dormir. Que, por sua vez, originaram febre e outras reacções estúpidas do meu organismo.

Por outro lado, tudo pareceu acalmar com a minha ida para o Algarve. Ah, Faro… Ah, água quente e aquela pessoa especial. Bastou um dia para me arrepender e me enfiar no primeiro Alfa Pendular da manhã, com uma raiva que só eu consigo ter, de directa porque os nervos, em vez de me tirarem a fome, tiram-me o sono. E uma dor no peito com a sensação de um coração esmagado, de uma humilhação profunda e uma certeza: homens? nem quero vê-los!

Posto isto, na mais simples actividade de lavar o carro, consegui ter um acidente com o jacto de água e os meus óculos, que originou um corte/queimadura GIGANTE na minha cara, do nariz à bochecha. Parece que andei à pancada com alguém, e tenho sérias dúvidas que qualquer base consiga disfarçar o estado em que tenho a minha cara neste momento (esperamos que não fique cicatriz, pelo menos).

Não sei se os acontecimentos dos últimos dias, que se têm sucedido uns aos outros que nem loopings numa montanha russa, são fruto de azar ou de mau olhado, ou até uma mistura dos dois. Só sei que, como todas as fases, nenhuma dura para sempre e espero que ao dar entrada nos 26 com um ânimo melhor que este e que a positividade me traga novamente coisas boas e que tudo se resolva. Sim, que isto não pode ser tudo mau…