As Barunhas

Tudo tinha de estar impecável para o casamento deste sábado e isso implicava, também, uma pedicure. Na verdade não implicava coisa nenhuma, eu é que aproveitei a desculpa para ir cuidar de mim, que também mereço e já não fazia uma desde o ano passado (sim, sou assim tão desleixada…).

Falaram-me d’As Barunhas e, como têm um horário alargado, pensei… “porque não?”. E lá fui eu, depois do trabalho, à procura deste novo espaço situado no Príncipe Real. Para mim foi super fácil dar com o sítio, porque saí no metro do Rato e bastou-me andar 3 minutos pela Rua da Escola Politécnica até lá.

As BarunhasQuando cheguei, meio distraída porque ia ao telefone, não reparei que as janelas, baixas, permitiam já ver o interior. Assim que entrei fui recebida com um enorme sorriso da Stephanie, a menina-mulher por detrás deste conceito.

As BarunhasSteffi, como é chamada pelos amigos, com os seus 30 anos, já viveu vários anos fora do país e, por isso, é dona de uma cultura diferente de quem se deixa ficar por cá. Conheceu vários conceitos e, regressada a Portugal, sentiu que havia poucas opções para cuidar de si. Identifiquei-me logo com ela. Para quem trabalha das 9h00 às 18h00, sabe o quão difícil é encontrar serviços que estejam abertos até tarde e que permitem que tratemos de nós (manicures, pedicures, depilação, cabeleireiro, etc). Por isso, lá temos nós de acordar cedíssimo ao fim-de-semana, dias que deviam ser dedicados à arte de descansar, para fazer aquilo que já devíamos ter despachado antes para, precisamente, ir curtir o weekend. 

As BarunhasPara além disso, pagamos bastante por um bom (ou às vezes mau) serviço onde temos de levar com um imenso ruído de fundo durante as horas que lá passamos – e bem sabemos o quão penosas podem ser às vezes. Steffi pensou, e bem, em conceber o seu próprio conceito, juntando o melhor de vários mundos: primeiro, um espaço bonito, elegante, central e de fácil acesso. Segundo, um espaço aberto até mais tarde, que permita às mulheres trabalhadoras do século XXI em plena capital cuidarem de si durante a semana. Terceiro, um espaço onde podemos, ao mesmo tempo, beber um copo com as amigas enquanto estamos a pôr-nos (ainda) mais bonitas. Parece fantástico, não parece? Pois parece… e é!

As BarunhasO espaço não é enorme mas, devido ao bom gosto da decoração escolhida, parece ainda mais amplo. Os móveis antigos contrastam com pormenores contemporâneos, e há garrafas de vinho – parceria com um produtor do Douro, que fazem mais do que decorar – enchem os copos das clientes para que a ida a um salão deste género seja um prazer, e não uma obrigação. Mas não é só vinho (branco ou tinto) que podem beber – também têm chá e café.

As BarunhasSentei-me num dos cadeirões, de copo cheio de um vinho branco fresco delicioso, e deixei que a Teresa fizesse a sua magia. Confesso que tinha os pés numa lástima, mas a Teresa soube tratar deles como ninguém. Ela diz que até nem sou má cliente, porque não me queixo de cócegas e aguento bem a “tareia”. E fui-me distraindo por entre conversa que fomos fazendo, sobre o espaço, sobre pés, sobre tudo, no fundo.

As BarunhasE a Teresa lá andou, a remover peles e a lixar os pés, a deixá-los tão suaves que nem os reconheci. No final, mostrei-lhe o vestido que ia levar para o casamento e, em conjunto, decidimos qual era a cor que ficaria melhor. Deixou-me experimentar três até ter a certeza do que queria.

As BarunhasDecidimos fazer verniz-gel, para garantir que aguentava mais tempo. Para terminar, nada como uma massagem nos pés, que a Teresa faz como ninguém.

As BarunhasQuando saí, o resultado era este – uns pés perfeitos (embora eu não seja, de todo, apreciadora de pés) e o corpo muito mais leve depois de uma boa conversa e um bom copo de vinho.

As BarunhasDesculpem todo este entusiasmo, mas foi impossível para mim não criar logo uma relação de amor com a Steffi e com a Teresa. São pessoas tão genuínas e simpáticas que me cativaram no primeiro instante. E a conversa é como as cerejas, e passaram-se quase duas horas em que estivemos numa conversa de amigas e fiquei a fã número 1. Mais do que o espaço, que é lindo de morrer, mais do que a localização, que está mesmo perto do meu trabalho e com transporte directo para casa, mais do que o profissionalismo da Teresa e o resultado fantástico, regresso pela simpatia e alegria que houve do início ao fim. As Barunhas As Barunhas As Barunhas As BarunhasQuanto aos restantes serviços, neste momento estão disponíveis os seguintes (sendo que, em breve, irão disponibilizar mais):

As barunhas

As Barunhas

Morada: Rua Monte Olivete nrº 40 Principe Real (do outro lado da estrada do Museu Nacional de História Nartural e da Ciência)
Contactos: 912 092 385 e 931641429

HORÁRIO
Segunda a Quinta das 12h às 22h
Sexta e Sábado das 12h às 24h