Não! Epá não… Devo ser das poucas almas deste mundo que não gosta de fogo de artifício, mas venho por este meio mostrar o meu desagrado publicamente. Bem, não é que não goste, mas não suporto o barulho. Os brilhos são bonitos e o efeito no céu também é qualquer coisa de impressionante, admito. Mas, a sério… Era preciso tanto barulho? 
Não suporto aquelas explosões e sinto-me como se estivesse no meio de uma guerra. E detesto essa sensação. Pudéssemos ficar-nos pelos efeitos visuais, e a coisa dava-se. Mas os efeitos sonoros dão cabo de mim, não consigo mesmo e chego a sentir medo porque aqueles decibéis todos parece que entram dentro de mim e me abanam toda. 
E aqueles foguetes ou efeitos que parece que vêm na nossa direcção? ME-DO!!! Parece mesmo que uma bomba rebentou (o som, senhores…) e que os estilhaços nos vão atingir. Já para não falar do pânico que tenho que os restos mortais desse espectáculo pirotécnico me caia em cima, algo que já quase aconteceu por duas vezes: uma nas festas da santa terrinha algures no meio do Alentejo (e pronto, aqui a coisa “explica-se” pelo facto de ser uma aldeia e terem menos meios) e outra numa passagem de ano em Albufeira, onde alguém poderia ter ficado ferido quando começaram a chover coisas do céu que brilhavam. 
E portanto, aqui fica a sugestão e uma ideia super brilhante que vai poupar os ouvidos de meio mundo e acalmar o pânico crescente que me invade cada vez que me atrevo a ver fogo de artifício e que acho que agora é que é, que já não vou ter “medo”: gente de Portugal, que tal aderirem a foguetes sem barulho, hã? E que tenham 100% de certezas que não vão cair em cima de ninguém? 
E pronto, era este o desabafo. 
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